27/05/2010


Definitivamente, o mineirinho come quieto!

Mineirim no leito de morte decidiu ter uma conversa definitiva com a sua
companheira de toda a vida sobre a fidelidade dela:

- Muié, pode falá sem medo...já vô morrê mesmo e prifiro sabê tudim direitim...
Ocê arguma veiz traiu eu?
- Ô Zé, num fala dessas coisa que eu tenho vergonha......
- Pode falá muié....
- Quero não...
- Fala muié, disimbucha...
- Mió dexá pra lá...Zé
- Vai, conta...
- Queto Zé, morre em paz...

Depois de muita insistência ela resolveu abrir o jogo:

- Tá bão Zé, vou contá, mais num si responsabilizo...
- Pode contá.
- Ói Zé, traí sim, mas foi só trêis veiz.
- Intão conta sô! Trêis veiz nessa vida toda até qui num foi muito!

- A primera foi quando cê foi demitido daqueli imprego qui cê brigou cum chefe.
- Ué, mas eu fui adimitido dinovo logo dispôis sô.
- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum ele, acabei dano pra ele e ele ti contratô di vorta.
- Ah, muié, cê foi muito boa cumigo...essa traição num dá nem pra levá a mar,
foi pela necessidade da nossa famía...tá perdoada.

E a segunda?

- Lembra quando cê foi preso pru modi daquele furdunço que cê prontô na venda?
- Lembro muié, mas num fiquei nem meio dia na cadeia.
- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum delegado e acabei dano pra ele ti sortá...
- Ê muié, isso nem conta também não, a carsa foi justa...
imagina ficá preso lá um tempão.
Ocê nem me traiu, foi pela nossa famía e pela minha liberdade, uai.

E a úrtima?

- Lembra quando cê si candidatô pra vereadô?
- Lembro muié...quase me elegeru.
- Pois é... eu qui consegui aqueles 2.752 voto...

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